Após morte da síndica, saiba como fica a gestão do icônico Edifício JK

condomínio jk em belo horizonte

Prédio é um dos mais emblemáticos de BH, abrigando cerca de 999 apartamentos e aproximadamente 5 mil moradores

O falecimento por complicações de saúde da longeva síndica do Edifício JK, Maria Lima das Graças, que administrou o condomínio por mais de 40 anos, nessa sexta-feira (13/3), provoca questionamentos sobre como ficará a gestão do prédio. Um dos cartões-postais de Belo Horizonte, o edifício abriga 999 apartamentos e aproximadamente 5 mil moradores. A construção apareceu nos noticiários ao longo dos anos por denúncias relacionadas à condução da gestão.

De acordo com o advogado Faiçal Assrauy, representante do edifício, a administração do JK seguirá sob responsabilidade do novo síndico, Manoel Gonçalves de Freitas Neto. Ele assumiu o cargo após uma eleição realizada em setembro do ano passado, quando Maria Lima precisou se afastar devido à piora na saúde e à internação prolongada.

À época, moradores relataram ao TEMPO estranhar a convocação para a eleição, que ocorreu próxima a uma das audiências na Justiça envolvendo a então síndica e o gerente do condomínio — justamente Manoel Gonçalves, atual síndico. As acusações referem-se a crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural, relacionados à falta de manutenção no edifício.

Novo síndico foi condenado a 3 anos de prisão e multa de R$ 300 mil

A polêmica, no entanto, está na condenação recente de Manoel Gonçalves de Freitas por crimes ambientais contra o patrimônio cultural, após o julgamento da deterioração do imóvel tombado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A decisão, divulgada em 24 de fevereiro, impõe ao síndico pena de três anos de prisão e determina que o condomínio, como pessoa jurídica, pague uma prestação pecuniária de R$ 300 mil.

Apesar da condenação à prisão, fixada inicialmente em regime aberto, o síndico teve a pena substituída pela Justiça por prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de dois salários mínimos, além de uma multa.

Conforme o advogado do Edifício JK, Faiçal Assrauy, a condenação não impede Manoel Gonçalves de Freitas de exercer a função de síndico. O caso ainda tramita em recurso. “Ele foi eleito. Temos a expectativa de que o Tribunal reveja a decisão. Mas, mesmo que não o faça, a condenação foi em regime aberto”, explicou.

Por que o novo síndico do JK foi condenado?

Na sentença, o juiz Joaquim Morais Júnior, da 1ª Vara Criminal da Capital argumentou que houve “omissão consciente” da gestão do síndico Manoel Gonçalves de Freitas Neto, que teria ignorado o dever de conservação entre os anos de 2020 e 2024. A decisão também foi fundamentada no risco imposto ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), que funciona nas dependências do edifício.

Fonte: https://www.otempo.com.br/cidades/2026/3/14/apos-morte-da-sindica-saiba-como-fica-a-gestao-do-iconico-edificio-jk

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