Reforma Tributária deve elevar taxas e custos de condomínios

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Entenda como os novos impostos IBS e CBS vão impactar o orçamento e o que fazer para evitar o descontrole financeiro a partir de 2027.

A Reforma Tributária trará mudanças drásticas para o bolso de moradores e gestores prediais em todo o país. Com a implementação total prevista para 2027, o novo modelo fiscal impactará diretamente o orçamento dos condomínios, exigindo uma revisão imediata das estratégias financeiras.

A criação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) altera profundamente a tributação de serviços. Para síndicos e administradoras, isso significa lidar com custos operacionais mais elevados e a necessidade de uma gestão mais técnica.

Tiago Slavov, professor de Contabilidade da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), alerta que os condomínios serão classificados como consumidores finais. Essa mudança na Reforma Tributária impede o aproveitamento de créditos tributários na cadeia produtiva.

“Todo o imposto incidente sobre os serviços será incorporado ao preço final. Na prática, o condomínio passa a arcar integralmente com o impacto da nova tributação”, explica Slavov.

Impactos da Reforma Tributária no valor da taxa

O principal motor para o aumento das despesas será a contratação de mão de obra e serviços terceirizados. Empresas operando sob os regimes de Lucro Presumido e Lucro Real sofrerão o reajuste das alíquotas trazidas pela Reforma Tributária.

As projeções indicam que a carga pode atingir 26,5% para serviços gerais. Já para profissões regulamentadas, as taxas devem flutuar entre 18% e 19%.

Esse cenário é preocupante porque a maior parte do orçamento mensal de um edifício é composta justamente por serviços essenciais. Portaria, limpeza, segurança, manutenção de elevadores e jardinagem ficarão mais caros.

Slavov reforça que esse custo extra será inevitavelmente repassado. Sem um planejamento adequado frente à Reforma Tributária, a única saída será o aumento da taxa condominial para cobrir o rombo no caixa.

Gestão estratégica para mitigar custos

A escolha de fornecedores deixa de ser apenas uma questão de menor preço e passa a ser uma análise tributária complexa. O equilíbrio financeiro dependerá de entender como cada prestador de serviço é afetado pela Reforma Tributária.

Não bastará mais olhar o valor final do contrato. O síndico precisará avaliar o regime tributário da empresa contratada e a composição de custos. O professor da FECAP sugere algumas estratégias vitais para este novo período:

Priorize MEI e Simples Nacional: Para serviços recorrentes e operacionais, contratar Microempreendedores Individuais (MEI) ou empresas do Simples Nacional é vantajoso. Elas mantêm uma carga tributária menor, garantindo preços competitivos.

Atenção a obras com materiais: Em contratos que envolvem fornecimento de peças e materiais (obras estruturais), empresas do Lucro Real ou Presumido podem ser mais interessantes. Elas conseguem recuperar créditos sobre os insumos, o que pode equilibrar o preço final mesmo com as novas regras da Reforma Tributária.

Revisão contratual obrigatória: O planejamento financeiro deve ser rigoroso. Renegociar contratos antigos e controlar despesas na ponta do lápis deixam de ser diferenciais para se tornarem obrigações de sobrevivência.

A gestão financeira precisa assumir um papel central na administração dos edifícios. Revisar processos e planejar o orçamento com critério são as únicas formas de evitar aumentos abruptos na cota mensal.

Adaptação é a palavra de ordem. Apenas com antecipação e conhecimento técnico será possível garantir a sustentabilidade das contas e minimizar os pesados efeitos que virão com a Reforma Tributária.

Fonte: https://abcdoabc.com.br/reforma-tributaria-elevar-taxas-custo-condominios/#fechar-aviso

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